top of page

A arte é ato de desterritorializar, de alforriar, de subverter o estado de coisas, de rebelar, de protestar, de incluir. É meu gesto de proclamar uma singularidade anti-funcional, anti-utilitarista, multifacetada, não domesticável e irreverente. 

​...e então descubro que fazendo arte eu descarrilho o trem de uma cultura hegemônica anti-ética sobre a integridade humana. Dilato o tempo, debocho dos interditos, gargalho dos moralismos e neurastenias sociais, brinco e celebro todas as minhas partes vivas que conquisto através de experimentações.

Entendo a arte como a manifestação nobre e filosófica da existência humana, imperfeita, trágica e bela. É antídoto contra a apatia, o conformismo, o encouraçamento, a impotência. Atua como um dispositivo de abertura do campo de consciência, visão e sensorialidade corpórea, que se revela como um passaporte, que viabiliza um intenso devir e permite atravessar múltiplas fronteiras ao mesmo tempo. 

bottom of page